Mercado · 13 de setembro de 2026
Susep propõe reporte IFRS S1 e S2 para seguradoras

Contexto: sustentabilidade ganha peso no mercado segurador
A Susep apresentou uma proposta para consultar o mercado sobre a adoção de padrões internacionais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima. A iniciativa envolve os padrões IFRS S1 e IFRS S2, que vêm sendo discutidos globalmente como referência para tornar esse tipo de informação mais organizada, comparável e útil para a tomada de decisão.
No Brasil, a medida alcança seguradoras, resseguradoras, empresas de capitalização e entidades de previdência aberta. Ou seja, trata-se de um movimento regulatório com potencial de impactar diferentes segmentos do mercado supervisionado pela Susep.
Para consumidores, empresas e investidores, o tema pode parecer técnico à primeira vista. Mas ele está diretamente ligado à forma como as companhias do setor financeiro e segurador identificam, administram e comunicam riscos associados à sustentabilidade, especialmente os riscos climáticos. Em um mercado baseado na proteção contra riscos, a qualidade das informações divulgadas tende a ganhar cada vez mais relevância.
É importante destacar que, conforme a notícia, a Susep apresentou uma proposta para consulta ao mercado. Portanto, o assunto ainda está em fase de discussão e não deve ser interpretado como uma regra definitiva ou como uma obrigação imediata para segurados.
O que mudou
A principal mudança proposta é a aproximação do mercado supervisionado pela Susep aos padrões IFRS S1 e IFRS S2. Em linhas gerais, esses padrões tratam da divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e, de forma mais específica, ao clima.
O IFRS S1 aborda informações sobre riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade que possam influenciar a situação financeira, a estratégia e as perspectivas de uma organização. Já o IFRS S2 foca em divulgações relacionadas ao clima, incluindo riscos físicos e de transição que podem afetar empresas e mercados.
Na prática, a proposta sinaliza uma busca por maior padronização. Em vez de cada companhia divulgar informações de forma muito diferente, o uso de referências internacionais pode facilitar a comparação entre empresas e melhorar a compreensão sobre como cada uma lida com riscos socioambientais e climáticos.
Para o setor de seguros, esse debate é especialmente relevante porque seguradoras e resseguradoras trabalham com avaliação de risco. Eventos climáticos, mudanças regulatórias, novas exigências de mercado, transição energética, riscos operacionais e impactos sobre cadeias produtivas podem influenciar produtos, subscrição, precificação, resseguro e gestão de carteira.
Entre os pontos que podem ganhar mais atenção estão:
- Como as companhias identificam riscos ligados ao clima e à sustentabilidade.
- Como esses riscos são considerados na governança e na estratégia.
- Como as empresas avaliam possíveis impactos financeiros.
- Como as informações são organizadas para o mercado, reguladores e demais interessados.
- Como a transparência pode apoiar decisões mais conscientes.
Isso não significa que todos os impactos serão imediatos ou iguais para todos os ramos de seguro. O efeito dependerá da evolução da proposta, das futuras orientações regulatórias e da forma como cada empresa do setor se adaptará.
Por que isso importa para seguros, previdência e capitalização
O seguro existe para ajudar pessoas e empresas a lidar com incertezas. Quando o ambiente de risco muda, o mercado precisa desenvolver mecanismos para avaliar melhor essas mudanças. A sustentabilidade e o clima entram nesse contexto porque podem afetar ativos, operações, cadeias de fornecimento, infraestrutura, saúde, mobilidade e continuidade de negócios.
Para seguradoras, informações mais estruturadas podem contribuir para uma visão mais clara sobre exposição a riscos e sobre a capacidade de resposta das companhias. Para resseguradoras, que assumem parte dos riscos das seguradoras, a padronização também pode apoiar análises mais consistentes. No caso de previdência aberta e capitalização, o tema se conecta à transparência institucional e à forma como riscos e oportunidades são comunicados.
Para empresas seguradas, o avanço desse debate reforça a importância de organizar dados internos, manter políticas de prevenção e entender como fatores ambientais e climáticos podem se relacionar com o programa de seguros. Em renovações, cotações ou revisões de apólices, informações sobre localização, operação, medidas de proteção, histórico de sinistros e planos de continuidade podem se tornar cada vez mais relevantes.
Para pessoas físicas, o tema também merece atenção. Seguros residenciais, automotivos, de vida, saúde, previdência e outros produtos fazem parte de um ecossistema que se adapta continuamente à realidade econômica, social e ambiental. Mais transparência no mercado pode ajudar o consumidor a fazer perguntas melhores e a compreender melhor a solidez das escolhas que está fazendo.
O que isso significa para você
Para quem contrata seguros, a proposta da Susep não deve ser vista como algo distante. Ela indica uma tendência de mercado: decisões baseadas em informações mais claras, gestão de risco mais estruturada e maior atenção aos impactos climáticos e de sustentabilidade.
Se você é pessoa física, isso pode significar a necessidade de revisar periodicamente suas proteções e entender se as coberturas contratadas continuam adequadas à sua realidade. Mudanças no padrão de chuvas, eventos extremos, riscos patrimoniais, deslocamentos e características do imóvel ou do veículo podem influenciar a conversa com o consultor de seguros.
Se você representa uma empresa, o tema é ainda mais estratégico. A gestão de seguros pode conversar com áreas como financeiro, jurídico, operações, sustentabilidade, recursos humanos e gestão de riscos. A empresa que conhece melhor seus riscos tende a ter mais condições de discutir soluções compatíveis com sua atividade, sem depender apenas de uma renovação automática de apólices.
Algumas perguntas úteis para esse momento são:
- Minha empresa conhece seus principais riscos operacionais e climáticos?
- As apólices atuais refletem a realidade dos ativos e das operações?
- Há planos de contingência e continuidade documentados?
- As informações usadas em cotações e renovações estão atualizadas?
- O programa de seguros acompanha mudanças no negócio?
Essas respostas não substituem uma análise técnica, mas ajudam a iniciar uma conversa mais qualificada com um especialista.
Como a Duxcon pode apoiar sua decisão
Em um cenário regulatório e de mercado em evolução, contar com uma corretora consultiva faz diferença. A Duxcon Seguros e Consórcios acompanha as movimentações do setor para apoiar clientes na compreensão de seus riscos, na revisão de coberturas e na busca por soluções alinhadas ao perfil de cada pessoa ou empresa.
Nosso papel é ajudar você a interpretar o que essas mudanças podem representar na prática, avaliar apólices existentes, identificar pontos de atenção e organizar uma estratégia de proteção mais coerente com seus objetivos. Isso vale para seguros pessoais, empresariais, benefícios, previdência e demais soluções relacionadas à proteção financeira.
Se a sua empresa quer revisar o programa de seguros ou se você deseja entender melhor como proteger seu patrimônio diante de um mercado em transformação, fale com um consultor da Duxcon. Uma conversa orientada pode ajudar a esclarecer dúvidas e indicar os próximos passos mais adequados ao seu caso.
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise de um consultor.
Fontes
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