Mercado · 19 de outubro de 2026

Novo Marco Legal dos Seguros: o que muda para você

Susep debateu no STJ a Lei nº 15.040/2024 e seus impactos para contratos de seguros, segurança jurídica e relação com segurados.
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A Superintendência de Seguros Privados (Susep) participou de um seminário no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para debater o novo Marco Legal dos Seguros, estabelecido pela Lei nº 15.040/2024. O encontro reuniu representantes do Judiciário, reguladores, especialistas da academia e integrantes do mercado segurador, com foco em temas como segurança jurídica, contratos de seguros e os efeitos práticos das novas regras para consumidores, empresas, seguradoras e corretores.

Para quem contrata seguros — seja uma pessoa física protegendo patrimônio e família, seja uma empresa estruturando sua gestão de riscos — esse tipo de discussão é relevante porque ajuda a orientar como o mercado deverá interpretar e aplicar a nova legislação. Embora a lei ainda dependa de análise cuidadosa em cada situação concreta, o debate institucional indica uma busca por mais clareza, previsibilidade e equilíbrio nas relações entre segurados, seguradoras e demais participantes do setor.

Contexto: por que o tema ganhou destaque

O seguro é um instrumento essencial de proteção financeira. Ele permite transferir determinados riscos para uma seguradora, mediante regras contratuais previamente definidas. Na prática, isso envolve uma série de pontos sensíveis: o que está coberto, o que está excluído, quais são os deveres do segurado, como funciona a regulação de sinistros e de que forma eventuais divergências podem ser tratadas.

Com a Lei nº 15.040/2024, o setor passa a contar com um novo marco legal específico para contratos de seguros. Por isso, a participação da Susep em um seminário no STJ tem grande importância: trata-se de um espaço de diálogo entre quem regula, quem interpreta a legislação, quem estuda o tema e quem atua diariamente no mercado.

A segurança jurídica foi um dos pontos centrais do debate. Em seguros, segurança jurídica significa maior previsibilidade sobre direitos, deveres e critérios aplicáveis aos contratos. Isso não elimina dúvidas nem substitui a análise individual de cada apólice, mas contribui para um ambiente em que as regras sejam discutidas de forma mais técnica e transparente.

O que mudou com o novo Marco Legal dos Seguros

A Lei nº 15.040/2024 atualiza a disciplina dos contratos de seguros no Brasil. Em termos práticos, o novo marco reforça a necessidade de atenção à redação das apólices, às condições gerais, às cláusulas de cobertura e exclusão, aos deveres de informação e aos procedimentos ligados à contratação e ao sinistro.

Entre os principais aspectos que merecem acompanhamento estão:

  • Maior atenção à clareza contratual: segurados e empresas devem compreender com precisão o que está sendo contratado, quais riscos estão cobertos e quais situações não fazem parte da proteção.
  • Relevância da boa-fé nas relações securitárias: a troca correta de informações entre segurado, corretor e seguradora continua sendo um ponto fundamental para a adequada formação do contrato.
  • Discussões sobre previsibilidade: o mercado passa a observar como as novas regras serão interpretadas por reguladores e tribunais, especialmente em situações de divergência.
  • Impactos na gestão de sinistros: a forma como os contratos são analisados em caso de ocorrência coberta pode ser influenciada pela nova estrutura legal, sempre conforme as condições contratadas e o caso concreto.
  • Necessidade de revisão de apólices: pessoas físicas e jurídicas podem se beneficiar de uma análise mais criteriosa de suas coberturas atuais, principalmente quando houver mudanças de risco, patrimônio, atividade ou perfil familiar.

É importante destacar que mudanças legais não significam, por si só, alteração automática e uniforme em todos os contratos. Cada apólice tem suas próprias condições, vigência, coberturas e exclusões. Por isso, a leitura técnica continua sendo indispensável.

O que isso significa para você

Para o consumidor, o novo Marco Legal dos Seguros reforça a importância de contratar com orientação adequada. Muitas vezes, a decisão sobre um seguro é tomada apenas pelo preço, mas o valor do prêmio não deve ser o único critério. É essencial avaliar se a cobertura corresponde ao risco real, se os limites contratados são compatíveis com o patrimônio protegido e se as exclusões foram compreendidas antes da assinatura.

Para empresas, o tema é ainda mais estratégico. Uma apólice mal dimensionada pode gerar lacunas de proteção em áreas relevantes, como responsabilidade civil, transporte, riscos patrimoniais, vida em grupo, saúde empresarial ou seguros voltados a atividades específicas. Com um ambiente legal em atualização, cresce a importância de revisar contratos, mapear riscos e manter documentação organizada.

Para quem já possui seguros ativos, este é um bom momento para fazer perguntas como:

  • Minha apólice ainda reflete minha realidade atual?
  • As coberturas contratadas são adequadas ao meu patrimônio, família ou empresa?
  • Eu conheço as principais exclusões do contrato?
  • Os limites de indenização fazem sentido para os riscos envolvidos?
  • Em caso de sinistro, sei quais documentos e procedimentos podem ser necessários?

Essas perguntas não devem ser vistas como motivo de preocupação, mas como parte de uma gestão responsável de proteção. O seguro funciona melhor quando é compreendido antes da necessidade de acioná-lo.

O papel da corretora nesse novo cenário

Em um mercado mais técnico e com discussões regulatórias relevantes, a corretora de seguros exerce papel consultivo. O corretor ajuda a traduzir termos contratuais, comparar alternativas, identificar coberturas compatíveis com o perfil do cliente e orientar sobre procedimentos de contratação e acompanhamento.

Na Duxcon Seguros e Consórcios, a proposta é apoiar pessoas e empresas na tomada de decisão, sempre considerando suas necessidades, objetivos e exposição a riscos. Isso inclui analisar apólices existentes, apresentar opções disponíveis no mercado e esclarecer pontos que podem impactar a contratação.

O novo Marco Legal dos Seguros não deve ser visto apenas como um assunto jurídico ou regulatório. Ele também é um convite para que segurados adotem uma postura mais consciente em relação à proteção financeira. Quanto mais clara for a contratação, maior tende a ser a qualidade da relação entre cliente, corretora e seguradora.

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Se você tem dúvidas sobre seus seguros atuais, pretende contratar uma nova proteção ou deseja revisar as apólices da sua empresa, fale com um consultor da Duxcon Seguros e Consórcios. Nossa equipe pode ajudar a avaliar suas necessidades e orientar a escolha de soluções compatíveis com o seu perfil.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise de um consultor.

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